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O plano B secreto da Apple que sua empresa deveria copiar hoje
Segundo o Canaltech Software, a Apple guardou um segredo curioso nos bastidores de sua transição tecnológica: mesmo apostando todas as fichas nos processadores próprios da linha M, a empresa chegou a ...
Márcio Petito
CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança
Segundo o Canaltech Software, a Apple guardou um segredo curioso nos bastidores de sua transição tecnológica: mesmo apostando todas as fichas nos processadores próprios da linha M, a empresa chegou a desenvolver um Mac Pro rodando com chip Intel. A revelação veio do jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, que costuma acertar em cheio quando o assunto é os planos internos da gigante de Cupertino.
Para quem acompanha o mercado, essa notícia carrega uma lição interessante sobre gestão de risco. A Apple já vinha construindo seu próprio SoC, aquele conjunto que integra processamento, gráficos e memória num único componente, mas ainda assim manteve viva a possibilidade de um caminho alternativo com a Intel. Segundo Gurman, entre os projetos descartados estavam até processadores da linha Extreme, que seriam superiores aos atuais chips Ultra.
Por que uma gigante testa dois caminhos ao mesmo tempo?
Aqui está o ponto que interessa a quem toma decisões dentro de uma empresa. A Apple não apostou cegamente numa única direção. Ela desenvolveu um plano principal e, em paralelo, manteve uma alternativa viva caso o primeiro não entregasse o resultado esperado. Isso se chama redundância estratégica, e não é luxo de empresa bilionária, é boa prática de gestão.
No dia a dia de uma empresa pequena ou média, esse raciocínio vale ouro. Pense em como muitos negócios ficam dependentes de:
- Um único fornecedor de tecnologia, sem plano B
- Um sistema legado que ninguém sabe como substituir
- Uma infraestrutura montada sem pensar em migração futura
Quando a Apple decidiu encerrar oficialmente a linha Mac Pro com Intel, ela não estava improvisando. Já tinha testado, medido e comparado os resultados antes de bater o martelo. Essa é a diferença entre uma decisão baseada em dados e um chute apressado que custa caro depois.
O que sua TI pode aprender com isso
Não é preciso ser uma multinacional para pensar como uma. O analista de TI que sugere um teste controlado antes de trocar todo um parque de máquinas está aplicando exatamente a mesma lógica da Apple. Validar antes de escalar reduz custo, evita retrabalho e protege a operação de surpresas desagradáveis.
É nesse tipo de planejamento que entra o apoio de quem entende de processos otimizados. Na M3Solutions, por exemplo, o trabalho começa justamente pelo
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