

USB: a revolução que padronizou o mundo (mas nunca acerta o encaixe de primeira)
Segundo o TecMundo, aquela historinha de que "o USB nunca encaixa de primeira" não é força do hábito nem falha de percepção sua. É praticamente uma marca registrada do conector desde que ele apareceu,...
Márcio Petito
CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança
Segundo o TecMundo, aquela historinha de que "o USB nunca encaixa de primeira" não é força do hábito nem falha de percepção sua. É praticamente uma marca registrada do conector desde que ele apareceu, lá nos anos 1990, prometendo acabar com a bagunça de portas seriais, paralelas e adaptadores proprietários que qualquer profissional de TI mais experiente lembra com um misto de nostalgia e trauma.
Fico pensando em como uma peça de plástico e metal tão pequena carregou nas costas uma revolução de padronização que a indústria de tecnologia levou décadas para consolidar. O USB nasceu com um objetivo simples: unificar. Antes dele, cada periférico exigia sua própria porta, seu próprio driver, sua própria dor de cabeça. Se você já geriu o parque de máquinas de uma empresa pequena ou média nos anos 2000, sabe exatamente do que estou falando.
De solução caseira a padrão global de conectividade
O que poucos param para notar é que o USB é, antes de tudo, um case de sucesso em processos otimizados. A ideia por trás dele nunca foi criar o conector mais bonito ou mais rápido do mercado, e sim resolver um problema real de compatibilidade que travava a produtividade de usuários comuns e de departamentos de TI inteiros.
Isso é uma lição que carrego para dentro das consultorias que faço hoje na M3Solutions. Toda vez que uma empresa me procura para reorganizar sua infraestrutura, o pedido raramente é "quero o sistema mais moderno". É quase sempre "quero parar de perder tempo com problema besta". O USB resolveu exatamente isso na escala do hardware doméstico e corporativo.
E não foi um processo rápido. A primeira versão surgiu em 1996, mas só ganhou tração de verdade com o USB 1.1 e, principalmente, com o USB 2.0, no início dos anos 2000. Foi aí que fabricantes de teclado, mouse, impressora e pendrive perceberam que não valia mais a pena brigar contra o padrão. A adesão em massa é o que transforma uma boa ideia em infraestrutura crítica.
A piada do encaixe que nunca acerta de primeira
Toda essa trajetória de sucesso convive com uma ironia deliciosa: por muito tempo, o USB tradicional só encaixava de um jeito, m
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