

Manic: o malware que "pula" de celular em celular mesmo sem internet
Segundo o BoletimSec, pesquisadores identificaram um malware para Android batizado de Manic que está ativo desde pelo menos fevereiro de 2026 e que reúne, numa única praga, características de trojan b...
Márcio Petito
CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança
Segundo o BoletimSec, pesquisadores identificaram um malware para Android batizado de Manic que está ativo desde pelo menos fevereiro de 2026 e que reúne, numa única praga, características de trojan bancário, spyware e ferramenta de controle remoto. Não é exagero dizer que estamos diante de um dos casos mais sofisticados de malware móvel documentados recentemente, e o motivo não é só a variedade de funções maliciosas, mas a forma inusitada como ele consegue driblar uma das principais barreiras de segurança: a ausência de conexão à internet.
Explico melhor. Normalmente, quando falamos em proteção de dados corporativos, uma das recomendações mais básicas é isolar dispositivos suspeitos da rede. Sem internet, sem exfiltração de dados, certo? Pois o Manic joga essa lógica pela janela. Ele é capaz de usar outros celulares infectados que estejam próximos fisicamente para retransmitir as informações roubadas, criando uma espécie de rede de mula digital entre aparelhos comprometidos. Ou seja, mesmo um smartphone sem acesso direto à rede pode acabar enviando PINs, senhas e outros dados sensíveis através de um "vizinho" também infectado.
Para quem trabalha com tecnologia da informação, essa notícia acende um alerta importante. A gente vive repetindo que segmentação de rede e controle de acesso são pilares da segurança corporativa, e isso continua sendo verdade. Mas o caso do Manic mostra que os atacantes estão pensando fora da caixa, explorando brechas que a maioria das empresas nem cogitava monitorar, como a proximidade física entre dispositivos móveis dentro do ambiente de trabalho.
Como esse tipo de ameaça afeta empresas pequenas e médias
Se você é dono ou diretor de uma empresa de porte pequeno ou médio, talvez esteja pensando que esse tipo de ataque é problema só de grandes corporações ou de usuários finais descuidados. Só que não é bem assim.
Muitas empresas menores adotaram políticas de BYOD, aquele modelo em que o funcionário usa o próprio celular para acessar sistemas internos, aplicativos bancários corporativos e até dados de clientes. Nesse cenário, um único aparelho infectado dentro do escritório pode se tornar porta de ent
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