

Advogadas tentaram hackear a IA da Justiça — e saiu caro
Segundo o Canaltech Software, duas advogadas foram multadas em R$ 84,2 mil após tentarem enganar a inteligência artificial do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, o famoso sistema Galileu. A es...

Márcio Petito
CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança
Segundo o Canaltech Software, duas advogadas foram multadas em R$ 84,2 mil após tentarem enganar a inteligência artificial do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, o famoso sistema Galileu. A estratégia? Inserir comandos ocultos — os chamados prompts — diretamente na petição inicial para induzir a IA a fazer uma análise superficial e ignorar inconsistências nas provas.
É quase irônico: ferramentas criadas para otimizar a Justiça agora precisam ser protegidas da própria Justiça — ou melhor, de quem deveria servi-la. O caso expõe uma vulnerabilidade real e preocupante: se advogadas conseguiram tentar manipular um sistema judicial, imagina o que atores mal-intencionados com mais recursos técnicos podem fazer.
A tecnologia avança, mas a criatividade humana para burlá-la também. O episódio de Parauapebas não é apenas um escândalo jurídico — é um alerta para tribunais, empresas e cidadãos sobre os riscos da chamada injeção de prompt.
E você, sabia que esse tipo de ataque existia?
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