Ansiedade Tecnológica: Quando o Boato Custa Mais que o Software
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Ansiedade Tecnológica: Quando o Boato Custa Mais que o Software

20 de agosto de 2026Márcio Petito2 min de leitura
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Segundo o Canaltech, o Google acaba de jogar um balde de água fria na ansiedade coletiva que se formou em torno dos chamados Googlebooks. Depois que a empresa enviou convites para um evento em Nova Yo...

Márcio Petito

Márcio Petito

CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança

Segundo o Canaltech, o Google acaba de jogar um balde de água fria na ansiedade coletiva que se formou em torno dos chamados Googlebooks. Depois que a empresa enviou convites para um evento em Nova York, marcado para o dia 15 de setembro, a internet fez o que sempre faz: transformou um simples encontro com a imprensa em prova definitiva de que um novo hardware estaria prestes a ser revelado. Só que, de acordo com a própria gigante de Mountain View, não é bem assim. Nada de anúncio iminente, nada de data confirmada. A festa da especulação, pelo visto, foi antecipada demais.

Essa história, por mais que pareça só mais um capítulo do ciclo de rumores tecnológicos, diz muito sobre como lidamos com expectativa e informação no mundo corporativo também. Quantas vezes uma empresa não toma decisões de investimento baseada em boatos, promessas de fornecedores ou tendências mal confirmadas? A ansiedade por estar sempre à frente pode custar caro, e não estou falando só de dinheiro.

Quando a expectativa vira problema de gestão

Trago esse episódio do Google para cá porque ele ilustra um padrão que vejo constantemente em empresas de pequeno e médio porte. O mercado de tecnologia é movido a ruído. Toda semana surge uma novidade, uma funcionalidade revolucionária, uma inteligência artificial que promete resolver todos os problemas do seu negócio da noite para o dia.

O problema é que muitos gestores acabam tomando decisões estratégicas baseadas nesse ruído, sem uma análise criteriosa do que realmente faz sentido para a operação. É o equivalente corporativo de acreditar que um convite para evento significa lançamento de produto.

Na prática, isso se traduz em:

  • Compra de sistemas ou licenças antecipadas, torcendo para que a tecnologia "decole" logo
  • Mudanças de infraestrutura baseadas em tendências ainda não validadas
  • Abandono de processos que funcionavam bem, em troca de promessas ainda não cumpridas

O resultado, na maioria das vezes, é retrabalho, dinheiro jogado fora e uma sensação de que a tecnologia complica mais do que ajuda. E aí a culpa acaba caindo sobre o setor de TI, quando na verdade o

Fonte da Matéria

Segundo Canaltech Software

canaltech.com.br
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