
Confiança se Vende com Gente: A Tecnologia é Só o Apoio
Segundo o Canaltech Segurança, a diretora-geral de Magalu Ads, Celia Goldstein, fez uma provocação interessante durante um painel do Rio Innovation Week 2026: por mais que a tecnologia acelere vendas ...
Márcio Petito
CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança
Segundo o Canaltech Segurança, a diretora-geral de Magalu Ads, Celia Goldstein, fez uma provocação interessante durante um painel do Rio Innovation Week 2026: por mais que a tecnologia acelere vendas e atendimento, a confiança do consumidor ainda nasce nas relações humanas. Ela resumiu bem quando disse que as pessoas confiam nas marcas, mas confiam mais nas pessoas do que nas marcas. É uma frase simples, mas que carrega um recado importante para quem lidera empresa pequena ou média e vive sob pressão para digitalizar tudo o quanto antes.
Trabalho há anos ajudando empresas a organizarem sua estrutura de tecnologia e percebo esse dilema quase todos os dias. O dono do negócio quer automação, quer inteligência artificial no atendimento, quer processos otimizados que reduzam custo operacional. Isso está certo, é o caminho natural. Mas existe um erro comum: tratar a tecnologia como substituta da relação humana, quando na verdade ela deveria ser apenas uma ferramenta de suporte para essa relação.
O papel real da tecnologia na jornada de compra
Quando a Celia Goldstein fala de confiança nas pessoas, ela está descrevendo algo que qualquer analista de TI experiente já percebeu na prática: sistemas bem implementados não eliminam o fator humano, eles liberam tempo para que esse fator humano seja mais bem utilizado.
Um chatbot pode responder perguntas repetitivas às três da manhã. Uma automação de CRM pode organizar o histórico de um cliente em segundos. Mas o momento decisivo de uma venda, aquele em que o cliente decide confiar ou não, geralmente ainda passa por um atendente, um vendedor, alguém que representa a marca com voz e rosto.
Na M3Solutions, sempre reforçamos esse ponto quando desenhamos soluções para empresas de porte médio: tecnologia sem estratégia humana por trás é só um monte de recursos jogados fora. O ganho real de eficiência aparece quando a automação cuida do operacional e as pessoas cuidam do relacionamento.
Como isso se traduz na prática
Pensando no dia a dia de uma empresa pequena ou média, dá para listar alguns pontos que ajudam a equilibrar tecnologia e relação humana:
- Automatizar tarefas repetitivas para liberar a equipe para conversas mais complexas
- Usar dados de CRM para personalizar o atendimento, não para engessá-lo
- Treinar times de vendas e suporte para usarem a tecnologia como apoio, não como script rígido
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