

Falha crítica na Check Point expõe VPNs a invasão sem senha
Segundo o BoletimSec, a Check Point acaba de corrigir duas vulnerabilidades críticas que deixam qualquer administrador de rede com aquele friozinho na barriga. Falamos de falhas no Security Gateway, n...
Márcio Petito
CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança
Segundo o BoletimSec, a Check Point acaba de corrigir duas vulnerabilidades críticas que deixam qualquer administrador de rede com aquele friozinho na barriga. Falamos de falhas no Security Gateway, no Security Management Server e no Spark Firewall gerenciado localmente, três peças fundamentais para quem confia na marca para proteger o perímetro corporativo. E não é pouca coisa: as duas receberam nota 9.8 na escala CVSS, o que praticamente as coloca no topo do ranking de gravidade que existe hoje em segurança da informação.
Para quem não vive o dia a dia de CVEs e boletins de segurança, vale traduzir: uma pontuação 9.8 significa que a exploração é fácil, não exige autenticação prévia e o impacto é total. Estamos falando de execução remota de código, aquela categoria de falha que permite a um invasor assumir o controle de um sistema como se fosse o próprio dono da máquina, sem precisar de senha, sem precisar convencer ninguém a clicar em nada.
O problema por trás da CVE-2026-85102
A vulnerabilidade batizada de CVE-2026-85102 está localizada na validação de confiança do certificado durante a negociação da VPN. Na prática, isso significa que o processo que deveria garantir que a outra ponta da conexão é legítima apresenta uma brecha. Um atacante não autenticado pode explorar essa falha justamente no momento em que o túnel VPN está sendo estabelecido, um instante crítico em que a confiança ainda está sendo construída entre cliente e servidor.
Isso é particularmente delicado porque VPNs são, por definição, a porta de entrada que empresas usam para permitir acesso remoto seguro. Quando essa porta apresenta uma fragilidade estrutural na validação de certificados, todo o conceito de segurança perimetral fica comprometido. Não adianta ter firewall de última geração se o mecanismo que autentica quem está do outro lado da linha pode ser burlado.
Por que isso importa para empresas de pequeno e médio porte
Muita gente ainda acredita que vulnerabilidades desse tipo são problema só de grandes corporações ou de governos. Isso é um erro estratégico. Empresas pequenas e médias costumam ser alvos ainda mais atrativos justamente porque têm menos estrutura de monitoramento e menos gente dedicada a acompanhar boletins de segurança todos os dias.
Se a sua empresa usa produtos Check Point, seja Security Gateway, Security Management Server ou Spark Firewall, este é o momento de parar tudo e verificar as versões instaladas. Não é exagero, é respons
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