Furadeira sem instrução: por que sua empresa não sabe usar a IA que comprou
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Furadeira sem instrução: por que sua empresa não sabe usar a IA que comprou

14 de agosto de 2026Márcio Petito2 min de leitura
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Segundo o Canaltech, passada a primeira metade de 2026, o mercado de inteligência artificial corporativa está deixando claro um recado que muita gente ainda não quis ouvir: ter acesso à ferramenta não...

Márcio Petito

Márcio Petito

CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança

Segundo o Canaltech, passada a primeira metade de 2026, o mercado de inteligência artificial corporativa está deixando claro um recado que muita gente ainda não quis ouvir: ter acesso à ferramenta não é mais o diferencial competitivo que parecia ser há dois anos. O acesso aumentou, os investimentos continuam subindo e praticamente toda empresa, do pequeno escritório ao grande conglomerado, já rodou algum piloto de IA. O problema é que a maioria dessas iniciativas não saiu do estágio de experimento para virar resultado de fato.

Isso não é surpresa para quem acompanha de perto a rotina de TI nas empresas brasileiras. Eu vejo isso praticamente toda semana: o dono do negócio assina uma licença de alguma plataforma de IA generativa, distribui para o time e espera que a produtividade suba sozinha. Não sobe. Porque IA sem processo definido é só mais uma ferramenta bonita parada no canto, consumindo orçamento e gerando frustração.

O erro de confundir ferramenta com estratégia

O ponto central da reportagem, e que eu reforço em quase toda conversa com cliente aqui na M3Solutions, é simples de entender mas difícil de aceitar: a ferramenta é só o meio. O método é o que faz a diferença.

Pense assim: dar acesso ao ChatGPT ou a qualquer copiloto de IA para um time inteiro, sem antes mapear onde estão os gargalos reais da operação, é como entregar uma furadeira profissional para alguém que nunca fez um buraco na parede. A ferramenta é poderosa, mas sem instrução de uso ela vira risco, não solução.

Empresas que estão conseguindo extrair valor de verdade da inteligência artificial fizeram o caminho inverso do que a maioria fez. Elas pararam antes de comprar qualquer licença e se perguntaram:

  • Qual processo interno consome mais tempo da equipe sem necessidade?
  • Onde estão os retrabalhos que geram custo invisível todo mês?
  • Que decisão poderia ser mais rápida se tivéssemos dado mais informação, e não mais tecnologia?

Fonte da Matéria

Segundo Canaltech Software

canaltech.com.br

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