LGPD aos 8 anos: sua empresa protege dados ou só finge que protege?
Segurança

LGPD aos 8 anos: sua empresa protege dados ou só finge que protege?

14 de agosto de 2026Márcio Petito2 min de leitura
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Segundo o Olhar Digital, a Lei Geral de Proteção de Dados completa oito anos e o retrato que surge é de um Brasil dividido em dois grupos: empresas que realmente incorporaram a proteção de dados na ro...

Márcio Petito

Márcio Petito

CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança

Segundo o Olhar Digital, a Lei Geral de Proteção de Dados completa oito anos e o retrato que surge é de um Brasil dividido em dois grupos: empresas que realmente incorporaram a proteção de dados na rotina e empresas que ainda tratam o tema como formalidade de gaveta. O especialista ouvido pela reportagem chama isso de amadurecimento desigual, e não podia haver definição mais precisa para o que a gente vê no dia a dia das empresas pequenas e médias.

Oito anos é tempo suficiente para deixar de ser novidade. Já não dá para alegar desconhecimento da lei ou achar que ela é assunto só de banco e grande varejo. O problema é que muita empresa assinou a política de privacidade, nomeou um encarregado no papel e seguiu a vida como se aquilo resolvesse o problema. Não resolve.

Ter documento não é o mesmo que ter proteção

O ponto mais importante levantado pela matéria é este: não basta mais dizer que segue a LGPD, é preciso provar que a proteção de dados funciona na prática. Essa mudança de exigência muda tudo.

Pense assim: de nada adianta ter um extintor de incêndio se ninguém sabe usá-lo, se está vencido ou se está trancado num armário sem chave. Muitas empresas têm o equivalente disso em proteção de dados. Um documento bonito, uma política de privacidade copiada da internet, mas nenhum processo real por trás.

Na prática, provar que a proteção funciona significa:

  • Ter registro de quem acessa quais dados e por quê
  • Conseguir responder rapidamente se um cliente pedir para saber quais informações a empresa guarda dele
  • Ter um plano claro de resposta caso aconteça um vazamento
  • Treinar a equipe para não ser o elo fraco da corrente

Aqui na M3Solutions, quando entramos em uma empresa para revisar a estrutura de dados, é comum encontrar informação de cliente espalhada em planilha de vendedor, em e-mail antigo, em sistema que ninguém usa mais mas que continua ativo. Isso não é proteção de dados, é exposição de dados esperando para virar problema.

Incidentes de segurança: o ponto que mais preocupa

A reportagem destaca os incidentes de segurança como um dos principais desafios atuais, e faz sentido. Não existe mais essa história de "minha empresa é pequena, ninguém vai me at

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Segundo olhardigital

olhardigital.com.br
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