Hackers do Bem: A Estratégia que Blinda Empresas Antes do Ataque
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Hackers do Bem: A Estratégia que Blinda Empresas Antes do Ataque

6 de agosto de 2026Márcio Petito2 min de leitura
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Segundo o Canaltech Software, um episódio recente do podcast trouxe uma pergunta que, à primeira vista, parece provocação: você confiaria em um hacker para proteger sua empresa? A resposta, explicada ...

Márcio Petito

Márcio Petito

CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança

Segundo o Canaltech Software, um episódio recente do podcast trouxe uma pergunta que, à primeira vista, parece provocação: você confiaria em um hacker para proteger sua empresa? A resposta, explicada por um especialista da IPV7, é mais simples do que parece e passa por um modelo que já é rotina em empresas maduras em segurança digital, o famoso Bug Bounty.

Na prática, o Bug Bounty é um programa em que a própria empresa convida hackers, os chamados hackers éticos, a tentarem invadir seus sistemas. Encontrou uma falha? Recebe uma recompensa. Parece contraintuitivo pagar alguém para "atacar" sua própria estrutura, mas é exatamente esse pensamento que separa empresas que sofrem invasões daquelas que se antecipam a elas.

Eu já vi muitos donos de pequenas e médias empresas torcerem o nariz para esse tipo de iniciativa. A lógica costuma ser: "eu já tenho um firewall, um antivírus, por que preciso de alguém tentando invadir meu sistema de propósito?" O problema é que essa pergunta parte de uma premissa equivocada, a de que segurança digital é um produto que se compra uma vez e esquece.

Por que pagar para ser "atacado" faz sentido

Pense assim: seu sistema pode ter dezenas de portas fechadas e apenas uma aberta sem que você saiba. Um hacker mal-intencionado vai procurar exatamente essa porta, silenciosamente, até encontrar uma brecha para agir. Já o hacker ético contratado através de um programa de Bug Bounty tem um objetivo declarado, encontrar essas falhas antes que alguém de má-fé o faça.

Essa lógica de antecipação é o que diferencia empresas que sofrem prejuízos milionários com vazamentos de dados daquelas que evitam a dor de cabeça. E aqui entra um ponto que costumo repetir bastante nas minhas análises: segurança não é custo, é processo otimizado que evita perdas muito maiores no futuro.

No Brasil, essa cultura ainda está engatinhando. Muitas empresas pequenas e médias acreditam que só grandes corporações são alvos de ataques, mas a realidade mostra o contrário. Segundo especialistas do setor, negócios menores costumam ter defesas mais frágeis, o que os torna alvos ainda mais atraentes para criminosos digitais.

O desafio da cibersegurança nas empresas brasileiras

Um dos pontos levantados no podcast é justamente esse descompasso entre o tamanho da empresa e a maturidade em segurança. Muitos analistas de TI, sozinhos ou em equipes p

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Segundo Canaltech Software

canaltech.com.br
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