

O Cartório do Crime que Vendia Credibilidade para Vírus
Segundo o Canaltech Software, a Microsoft desferiu um golpe certeiro contra o grupo Fox Tempest, responsável por operar uma plataforma clandestina batizada de "Malware Signing-as-a-Service" — ou, em b...

Márcio Petito
CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança
Segundo o Canaltech Software, a Microsoft desferiu um golpe certeiro contra o grupo Fox Tempest, responsável por operar uma plataforma clandestina batizada de "Malware Signing-as-a-Service" — ou, em bom português, um serviço de aluguel de credibilidade para vírus.
O esquema era, convenhamos, perturbadoramente engenhoso: cibercriminosos pagavam para ter seus malwares assinados digitalmente, fazendo-os parecer softwares legítimos aos olhos dos sistemas de segurança. Era como contratar um cartório do crime para autenticar documentos falsos.
O episódio escancarou uma realidade incômoda: a confiança digital, aquele cadeadinho verde que nos faz clicar sem pestanejar, pode ser comprada e manipulada. Num mundo cada vez mais dependente de certificações e assinaturas digitais, esse tipo de operação corrói silenciosamente a base de toda a segurança online.
A ação da Microsoft foi necessária — mas ela sozinha não fecha todas as brechas. Você realmente sabe em quais softwares está confiando no seu computador hoje?
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