

Satélites Gigantes, Céu Poluído: O Preço Invisível de Escalar Rápido Demais
Segundo o Olhar Digital, a nova geração de satélites Starlink, a versão V3, chegou com uma envergadura maior que a de um Boeing 737. Não é força de expressão. Estamos falando de estruturas gigantescas...
Márcio Petito
CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança
Segundo o Olhar Digital, a nova geração de satélites Starlink, a versão V3, chegou com uma envergadura maior que a de um Boeing 737. Não é força de expressão. Estamos falando de estruturas gigantescas, entre as maiores já colocadas em órbita baixa da Terra para fins de comunicação. E essa notícia, que a princípio parece assunto só para quem estuda o céu, tem muito a dizer sobre como lidamos com infraestrutura, escala e problemas que crescem junto com a solução.
Explico o motivo da preocupação dos astrônomos. Satélites maiores refletem mais luz solar. Isso significa rastros mais visíveis nas fotografias de telescópios, interferência em observações de longa exposição e um céu noturno cada vez mais "poluído" visualmente. Projetos de pesquisa que dependem de céus limpos, como os que buscam asteroides ou estudam galáxias distantes, já reportam perda de qualidade nos dados coletados. É o preço de expandir uma rede de conectividade global em velocidade acelerada.
O paralelo entre escalar tecnologia e criar novos problemas
Aqui está o ponto que interessa a quem dirige uma empresa ou cuida da infraestrutura de TI no dia a dia. Toda solução que cresce rápido demais, sem planejamento cuidadoso, tende a gerar efeitos colaterais que ninguém previu no início.
A SpaceX resolveu um problema real, que era levar internet de q
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