

Se a IA achou bugs no Linux, imagine o que esconde seu sistema legado
Segundo o Tecnoblog, o modelo chinês GLM-5.3 encontrou milhares de bugs no kernel do Linux e em outros projetos de código aberto, um feito que deveria acender um sinal de alerta (e também de oportunid...
Márcio Petito
CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança
Segundo o Tecnoblog, o modelo chinês GLM-5.3 encontrou milhares de bugs no kernel do Linux e em outros projetos de código aberto, um feito que deveria acender um sinal de alerta (e também de oportunidade) para qualquer empresa que ainda trata segurança de software como item de checklist anual. Não estamos falando de um script simples rodando testes automatizados. Estamos falando de uma inteligência artificial capaz de vasculhar milhões de linhas de código e identificar falhas que passaram despercebidas por desenvolvedores humanos experientes, durante anos, em um dos projetos de software mais auditados do planeta.
Se o Linux, mantido por uma comunidade gigantesca e revisado constantemente, ainda escondia esse volume de vulnerabilidades, vale a pergunta incômoda: o que existe escondido no código proprietário da sua empresa, naquele sistema legado que ninguém mexe há cinco anos com medo de quebrar tudo?
O que isso muda na prática para empresas pequenas e médias
Aqui entra a parte que interessa ao dono de negócio e ao analista de TI que cuida sozinho de uma infraestrutura inteira. A varredura de código por IA não é mais tecnologia de laboratório de gigante de tecnologia. Ela já está madura o suficiente para ser incorporada em processos otimizados de desenvolvimento e manutenção de sistemas, inclusive em empresas de porte menor.
Isso significa, na prática, três coisas:
- Auditorias que antes levavam semanas de trabalho manual podem ser feitas em uma fração do tempo
- Falhas de segurança podem ser detectadas antes de virarem incidente, e não depois
- A resolução de problemas deixa de ser reativa (corrigir depois do estrago) e passa a ser preventiva
Na M3Solutions, esse tipo de abordagem já faz parte da rotina quando avaliamos ambientes de clientes. Não é raro encontrar sistemas rodando há anos com brechas que ninguém percebeu simplesmente porque nunca houve uma varredura profunda e estruturada. O que a notícia do GLM-5.3 escancara é que até os projetos mais vigiados do mundo têm pontos cegos. Imagine então um ERP customizado, um sistema interno feito sob demanda, ou uma integração mal documentada.
Segurança não é gasto, é redução de custo disfarçada
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