

TSE Contra as Máquinas: A Corrida para Blindar as Urnas da Era das Deepfakes
Segundo a CNN Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral reuniu ministros nesta terça-feira, dia 18, para debater as regras que vão nortear o uso de inteligência artificial nas eleições deste ano. O encont...
Márcio Petito
CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança
Segundo a CNN Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral reuniu ministros nesta terça-feira, dia 18, para debater as regras que vão nortear o uso de inteligência artificial nas eleições deste ano. O encontro, que antecede a sessão plenária da Corte, tem um objetivo bem definido: fechar o cerco contra deepfakes durante a campanha eleitoral. A tendência, segundo apurado, é reforçar a proibição a esse tipo de conteúdo, numa tentativa de blindar o processo democrático contra a manipulação digital.
Não é exagero dizer que estamos vivendo um momento de virada. Há poucos anos, falar de inteligência artificial em contexto eleitoral parecia assunto de ficção científica. Hoje, é pauta de reunião de ministros do TSE. E o motivo é simples: a tecnologia avançou tanto que criar um vídeo falso de um candidato dizendo algo que ele nunca disse ficou trivial. Basta um computador razoável e algumas horas de trabalho.
Como especialista que acompanha de perto a evolução tecnológica corporativa, vejo esse movimento do TSE como um reflexo de algo muito maior. As empresas, os órgãos públicos e agora até os processos eleitorais precisam se adaptar a uma realidade em que o conteúdo digital não pode mais ser levado ao pé da letra sem verificação.
O que está em jogo quando falamos de deepfakes
Deepfake, para quem ainda não tem familiaridade com o termo, é a técnica que usa inteligência artificial para criar vídeos, áudios ou imagens falsas que parecem extremamente reais. No contexto eleitoral, isso significa a possibilidade de forjar declarações de candidatos, criar cenas que nunca aconteceram ou até simular apoios políticos inexistentes.
O problema não é a tecnologia em si, mas o uso malicioso que se pode fazer dela. E aqui entra um ponto que costumo repetir bastante nas minhas análises: toda tecnologia poderosa exige governança. Sem regras claras, sem processos de verificação e sem respons
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