

CPF Bloqueado, Lição Aberta: O Que o Gov.br Ensina Sobre Identidade Digital
Segundo o TechTudo, o aplicativo Gov.br ganhou uma função que já era esperada por especialistas em proteção de dados e por quem lida diariamente com problemas de compulsão em jogos de aposta: a possib...
Márcio Petito
CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança
Segundo o TechTudo, o aplicativo Gov.br ganhou uma função que já era esperada por especialistas em proteção de dados e por quem lida diariamente com problemas de compulsão em jogos de aposta: a possibilidade de bloquear o próprio CPF para impedir cadastros em casas de apostas autorizadas no Brasil. A ferramenta é gratuita, está disponível tanto no Android quanto no iOS, e permite que o usuário escolha um período de autoexclusão que vai de um mês até doze meses, ou então torne a medida permanente. Durante esse intervalo, o sistema encerra contas ativas, barra novos registros e interrompe o envio de publicidade direcionada para aquele CPF.
Na prática, é um mecanismo de controle de identidade digital aplicado a um problema social real. E é justamente esse ponto que me chama atenção como alguém que vive analisando como empresas e pessoas gerenciam acesso, dados e permissões no ambiente digital. O Gov.br está, de certa forma, fazendo o que toda empresa séria deveria fazer com seus próprios sistemas: dar ao usuário o controle sobre onde e como sua identidade é usada.
O que isso ensina sobre gestão de identidade digital nas empresas
Pare um instante e pense na quantidade de sistemas que sua empresa mantém ativos hoje. ERPs, CRMs, plataformas de RH, ferramentas de comunicação interna, acessos de fornecedores e parceiros. Cada um desses sistemas guarda uma fatia da identidade
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