

Fale Como Quem Sabe: Quando a IA Vira Seu Coach de Discurso
Segundo o TechTudo, o ChatGPT vem sendo usado de um jeito que eu, particularmente, considero um dos mais interessantes desde que essas ferramentas de inteligência artificial caíram no colo do brasilei...
Márcio Petito
CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança
Segundo o TechTudo, o ChatGPT vem sendo usado de um jeito que eu, particularmente, considero um dos mais interessantes desde que essas ferramentas de inteligência artificial caíram no colo do brasileiro comum: como treinador pessoal de oratória. A matéria traz 15 prompts prontos para quem quer melhorar a fala em público, e confesso que quando li isso pensei imediatamente nos meus clientes de pequenas e médias empresas que vivem reclamando da mesma coisa: "Márcio, eu sei o conteúdo, mas na hora de apresentar eu travo".
E aqui mora um ponto que pouca gente para para pensar: falar bem não é dom, é técnica. E toda técnica pode ser treinada. A diferença é que antes você precisava contratar um coach, pagar por aulas de teatro ou se martirizar assistindo os próprios vídeos numa tentativa desesperada de autocorreção. Hoje, com os prompts certos, a inteligência artificial vira uma espécie de personal trainer da comunicação, disponível a qualquer hora, sem julgamento e sem cobrar hora extra.
Por que isso interessa ao dono de empresa e não só ao palestrante
Vou ser direto aqui, porque é o tipo de coisa que muita gente de TI e muito gestor deixa passar batido: comunicação é processo. E processo mal resolvido gera custo. Reunião que não flui, briefing mal explicado, apresentação de projeto que não convence o cliente. Tudo isso é retrabalho disfarçado.
Quando uma empresa investe em processos otimizados de comunicação interna, ela reduz o tempo perdido em reuniões redundantes e evita aquele efeito cascata de mal entendido que vira problema técnico, que vira problema de prazo, que vira problema de relacionamento com o cliente. Parece exagero? Trabalhando com implantação de sistemas na M3Solutions, eu vejo isso na prática quase toda semana: o sistema é bom, a solução resolve o problema do cliente, mas a apresentação do projeto para a diretoria da empresa contratante falha porque quem apresenta não sabe estruturar a fala.
Ou seja, antes de falar em tecnologia de ponta, às vezes o gargalo real é humano. É a pessoa que não consegue traduzir complexidade técnica em linguagem que o dono do negócio entenda.
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