

Ransomware Silencioso: Como Hackers Apagam Suas Defesas Antes de Atacar
Segundo o BoletimSec, uma análise das dez famílias de ransomware com menores taxas de prevenção em 2026 revelou um padrão preocupante: antes de criptografar qualquer arquivo, esses grupos estão dedica...
Márcio Petito
CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança
Segundo o BoletimSec, uma análise das dez famílias de ransomware com menores taxas de prevenção em 2026 revelou um padrão preocupante: antes de criptografar qualquer arquivo, esses grupos estão dedicando tempo e esforço para desligar o EDR, destruir backups e apagar rastros de telemetria do Windows. Ou seja, o ataque de criptografia que a gente vê nas manchetes é só a etapa final de um processo bem mais metódico e silencioso.
Isso muda completamente a lógica de defesa que muitas empresas ainda praticam. Se a preocupação for apenas "ter um antivírus bom" ou "fazer backup todo dia", o negócio já perdeu a batalha antes de começar. Os criminosos sabem exatamente onde estão essas proteções e agem para neutralizá-las primeiro.
Por que atacar as defesas antes do ataque principal
Faz sentido, do ponto de vista de quem ataca: um EDR ativo pode detectar comportamento suspeito e disparar um alerta em segundos. Um backup íntegro permite que a empresa restaure os dados e ignore a exigência de resgate. E os logs de telemetria do Windows são a prova que os times de resposta a incidentes usam para entender o que aconteceu e bloquear a próxima tentativa.
Ao eliminar essas três camadas, o grupo de ransomware garante que, quando finalmente criptografar os arquivos, a empresa não tenha para onde correr. Sem detecção, sem recuperação e sem histórico para investigação. É um ataque planejado em etapas, não um evento isolado.
Na prática, isso costuma envolver:
- Desativação ou desinstalação de agentes de EDR usando credenciais comprometidas
- Exclusão ou criptografia de cópias de backup, incluindo as que ficam em rede
- Limpeza de logs de eventos do Windows para dificultar a perícia
- Uso de ferramentas legítimas do próprio sistema para não levantar suspeita
O erro de pensar em camadas isoladas
Muita empresa pequena e média ainda trata segurança como uma lista de itens separados: tem antivírus, tem backup, tem firewall, então está protegida. Só que os dados mostram que os atacantes pensam de forma integrada, e a defesa precisa pensar do mesmo jeito.
Aqui entra um ponto que a gente reforça bastante quando ajuda empresas a repensar sua estrutura de TI na M3Solutions: segurança não é uma ferramenta, é um conjunto de processos otimizados que se comunicam. Um backup isolado da rede principal, por exempl
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